404 Sobre mim — Por Trás do Pano
 

Chamo-me Maria Fernanda Graça Serrano Ramos, mais conhecida por Fernanda Serrano.

A minha família é alentejana, mais concretamente de Estremoz – daí o Serrano – no entanto nasci em Lisboa no dia 15 de Novembro de 1973.

Filha única, aos quinze anos um grupo de amigos do liceu inscreveu-me num concurso de moda que acabou por se tornar o primeiro momento da minha carreira como modelo.
Em 1994 profissionalizei-me como manequim, aquando do meu agenciamento na agora entitulada “Elite Models”. Foi um prazer enorme ter trabalhado como manequim. Diverti-me muito. Aprendi muito. Proporcionou-me adquirir uma série de ferramentas que pude utilizar no meu seguinte percurso iniciado.O de actriz. Mas já lá vamos…!

Estava a meio do curso superior de Tradutores/Intérpretes quando decidi interromper os meus estudos e partir para uma aventura sem igual. Mudei-me para Barcelona para trabalhar como manequim, mas a verdade é que acabei por regressar como manequim e actriz.
Foi em Espanha que tive a primeira experiência nesta área. Participei na longa-metragem “Muere Mi Vida” de Mar Targarona, um filme onde desempenhei uma personagem que me fez apaixonar pela profissão que nunca mais quis largar.

Em 1995 regressei a Portugal e tomei as rédeas de mais um desafio: a apresentação. No primeiro dia de gravações do “Noite de Reis”, da RTP, estava tão nervosa que considerei a todo o instante desistir e assumir que tinha sido um erro de casting. Foi nesse momento que entrou na minha vida um dos meus melhores amigos: José Eduardo Moniz. Lembro-me como se tivesse sido ontem das suas palavras: “quem decide aqui sou eu, portanto se a escolhi é porque estou certo”. No final, o desafio foi superado, correu muito bem, o José Eduardo, como sempre, o bom líder que sempre foi e é, fez-me seguir em frente e pouco tempo depois da “Noite de Reis”, fui convidada para apresentar os programas “Desafios”e “Olhó Vídeo” na TVI.

Seguiram-se então as telenovelas “A Grande Aposta” da RTP (1997) e “Os Lobos”  para a RTP (1999). O ano de 1999 foi um ano muito intenso enquanto actriz: integrei o elenco da série “Jornalistas”, estreei-me no cinema português numa produção do meu/nosso, tão admirado realizador António Pedro Vasconcelos, no filme “Jaime”, e seguiram-se alguns telefilmes da SIC: “Passeio no Parque”, “Hi-Fi” e “Teorema de Pitágoras”.

A novela “Jardins Proibidos” (2000), escrita por Manuel Arouca para a TVI, foi para mim o marco da minha afirmação na produção de ficção portuguesa. Desde a personagem “Alexandra”, a TVI tem sido a estação televisiva onde tenho tido uma presença mais constante.

Seguiram-se as novelas, “Filha do Mar” (2001), “Amanhecer” (2002) com a “Anabela”, a personagem que mais gozo me deu fazer e que mais difícil foi de preparar, “Queridas Feras” (2003) e muitas outras: “Dei-te quase tudo” (2005), “Tu e Eu” (2006), “Sedução” (2010), “Louco Amor” (2012), “Não desistas de mim” e “Casa das Mulheres”, Telefilmes da TVi, (2013). Actualmente sou “Camila Andrade” numa novela de referência, “Mulheres”.

Sei que na memória de muitos está a telenovela “Queridas Feras” (2003), de Tozé Martinho, pelas razões óbvias. Tenho muito orgulho por ter feito parte dessa produção, tão fabulosa equipa que tanto me apoiou e sobretudo por ter interpretado a “Mónica”. Esta personagem passou exactamente a mensagem que se queria, e de forma positiva. Ainda hoje sou abordada por pessoas que me fazem recordar esse trabalho. Até então a palavra “cancro” não era mencionada com a facilidade que hoje o é. Basicamente foi uma “partida de mau gosto” que a vida me viria a pregar mais tarde. Por ironia do destino esta personagem, veio a revelar-se uma preparação para o que viria a acontecer mais tarde.

Ao longo dos anos de 2007 e 2008 tive algumas paragens forçadas por motivos de saúde e por gravidezes que me obrigaram a desacelerar bastante. No entanto, sabia que iria regressar à televisão e aos palcos. Era “apenas”, uma fase delicada e especial. Um desafio.

Em 2002 comecei também a dobrar  vários filmes de animação. Fiz parte da equipa de dobragens dos filmes “Planeta do Tesouro”(2002) como mãe do Jim; “E não Viveram Felizes para Sempre” (2007) como Cinderela (Ella); “O Panda do Kung Fu (2008) como Tigresa; ”Cães e Gatos”, entre outros.

Fiz uma temporada de 4 anos  fabulosos no teatro com as minhas companheiras de estrada, palco e de vida, nas “Confissões das mulheres de trinta”, alguns anos depois da minha estreia no Teatro Trindade, na peça “Partitura Inacabada”, de Tchekov, em 2001. E em 2014 e 2015, mais um sucesso de bilheteira nas salas Tivoli e Auditório dos Oceanos, com a peça, “40 e Então?”, uma peça criada, pensada, escrita, encenada, produzida e interpretada por mulheres, mas para também os homens se tornarem fiéis espectadores.

Em 2004 constituo oficialmente a minha família com o Pedro, com quem tenho 4 maravilhosos filhos : Santiago, Laura, Maria Luísa e a benjamim Caetana.

Sou uma mulher normalíssima, como qualquer outra: com uma família que amo, que adoro cuidar e uma profissão que me apaixona todos os dias. E… à semelhança das grandes mulheres da minha vida, sou uma mulher de lutas e causas.

Católica desde os meus 35 anos de idade (2008), amante de cozinha e de cozinhar, agricultura, educação, música , mar, carros de alta cilindrada e arquitectura, são muitos os meus gostos além das artes da representação.

Mas sobre os meus gostos não vou escrever-vos. Vou antes mostrar-vos tudo o que está “por trás do pano”.

Espero que gostem!

Enjoy